Tá chovendo. O barulho me dá uma vontade de ficar em casa. Tenho que sair mais cedo, afazeres pela rua. E eu não quero. E eu nem sei o que quero. Também acho que não tenho certeza do que não quero. Mas acho que não queria estar aqui. É um cheiro de cigarro que não queria sentir, um frio que queria sentir na companhia de alguém que eu não posso estar. E é saudade, e é ansiedade por algo que não sei. Não sei! Acho que não queria estar aqui. Tenho vontade de ficar sem fazer nada, não que eu esteja com vontade de nada fazer.
Queria sentar num banco, ficar olhando para o nada, observando os outros, só para ver se isso passa. Isso que eu não sei o que é. Isso que quem bem me conhece suspeitou que eu tivesse hoje com isso. “te cuida então”. Ah! Me cuidar?! Eu quero que alguém cuide de mim. Ô merda! “Carência?” Ah, por favor! É que chega uma hora que não dá mais, não suporto. Acho que sei do que (de quem) preciso. Mas não posso ter.
E eu queria ir direto pra casa. Mas tenho que ir na faculdade. Ai, que meeerda! E depois eu queria ir para a casa, ler o que eu quero, e não aquilo que sou obrigada. Quero outra noite como a anterior: na companhia de contos, The Hollies e nada mais. Nada mais!Já que o que eu acho que queria ter...não posso. E que merda esse desabafo! E que meeeerda!!!!!!!!!!!
E na verdade...nem sei se quero que “isso” passe. “Isso”...acho que algumas pessoas já sabem denominar: crise!
terça-feira, junho 26, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Um telefonema que me fez sentir saudade
- ã . . . alô?!
- Faaala Polar ! ! !
Saudadeeee de m****!
* Um telefonema que me fez sentir saudade!
Só pra variar!!!
- Faaala Polar ! ! !
Saudadeeee de m****!
* Um telefonema que me fez sentir saudade!
Só pra variar!!!
segunda-feira, junho 18, 2007
Da série "isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário" . . .
E(?!)
E que chegue o tão esperando fim do mês.
E com ele o salário! Sim ! ! !
E na série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”, já me perdi em tanta coisa.
É conta para pagar, é aquele vinil que há horas quero ter, é um livro barato num sebo qualquer...tanta coisa!
Numa fria tarde de domingo, fazendo cálculos numa parada de ônibus em dia de passe livre, penso que, agora o dinheiro que eu “dependerei dependerá” de mim (com a permissão da infame redundância), devo economizar e não sustentar mais alguns vícios. Pelo menos não como acontece há alguns meses.
Já a pessoa ao meu lado pensa: “Domingo, passe livre, frio...desisto de ser jornalista”.
Tão logo após uma rápida conversa sobre uma futura e próxima formatura, o seguinte comentário: “Eu fico pensando...será que daqui um ano, nesse exato momento...será que eu vou ‘tá melhor?’ Eu espero.”
A esperançosa explanação aí a mim não pertence, mas é o que todos pensam- não é mesmo?!- E parece que pensam ainda mais no semestre que antecede a chegada do tal diploma. Porém, eu não.
Antes pensava que se eu não fizesse tal coisa depois seria mais complicado fazer, mas se fizesse a tal outra coisa dificultaria outra...Aimeudeus! Agora não! Não estou mais tão apreensiva.
Mas até me perguntei, confesso: “É mesmo! O que será neste exato momento da minha pessoa, daqui a trezentos e sessenta e cincos dias?”
Não sei, ninguém sabe! Hum...Se estiver ainda contando contos a ponto de ter que diminuir meus vícios...tudo bem. As várias trilhas que já pensei desde o início da faculdade são no mínimo prazerosas e satisfatórias.
Só sei que uma delas eu já posso adiantar.
Da série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”...POA ! ! !
* Numa segunda-feira gelada, na volta para casa, eu só penso em duas coisas: “Uma dose de café bem doce.” E sobre antecipar uma das minhas vontades, o meu segundo e triste pensamento: “É...Poa vai para a série isso é uma das coisas que vou fazer com meu segundo salário”.
Ou não...tomara que não ! ! !
E que chegue o tão esperando fim do mês.
E com ele o salário! Sim ! ! !
E na série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”, já me perdi em tanta coisa.
É conta para pagar, é aquele vinil que há horas quero ter, é um livro barato num sebo qualquer...tanta coisa!
Numa fria tarde de domingo, fazendo cálculos numa parada de ônibus em dia de passe livre, penso que, agora o dinheiro que eu “dependerei dependerá” de mim (com a permissão da infame redundância), devo economizar e não sustentar mais alguns vícios. Pelo menos não como acontece há alguns meses.
Já a pessoa ao meu lado pensa: “Domingo, passe livre, frio...desisto de ser jornalista”.
Tão logo após uma rápida conversa sobre uma futura e próxima formatura, o seguinte comentário: “Eu fico pensando...será que daqui um ano, nesse exato momento...será que eu vou ‘tá melhor?’ Eu espero.”
A esperançosa explanação aí a mim não pertence, mas é o que todos pensam- não é mesmo?!- E parece que pensam ainda mais no semestre que antecede a chegada do tal diploma. Porém, eu não.
Antes pensava que se eu não fizesse tal coisa depois seria mais complicado fazer, mas se fizesse a tal outra coisa dificultaria outra...Aimeudeus! Agora não! Não estou mais tão apreensiva.
Mas até me perguntei, confesso: “É mesmo! O que será neste exato momento da minha pessoa, daqui a trezentos e sessenta e cincos dias?”
Não sei, ninguém sabe! Hum...Se estiver ainda contando contos a ponto de ter que diminuir meus vícios...tudo bem. As várias trilhas que já pensei desde o início da faculdade são no mínimo prazerosas e satisfatórias.
Só sei que uma delas eu já posso adiantar.
Da série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”...POA ! ! !
* Numa segunda-feira gelada, na volta para casa, eu só penso em duas coisas: “Uma dose de café bem doce.” E sobre antecipar uma das minhas vontades, o meu segundo e triste pensamento: “É...Poa vai para a série isso é uma das coisas que vou fazer com meu segundo salário”.
Ou não...tomara que não ! ! !
domingo, junho 10, 2007
Minidicionário da Língua Portuguesa . . .
"Saudade, s.f. Recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las;
pesar pela ausência de pessoa(s) querida(s);
nostalgia;
-s: cumprimentos;
lembranças afetuosas a pessoas ausentes."
“E a vida segue na regra de 3?”
* Dizem que é melhor não pensar sobre.
E sobre a tal regra aí...sem comentários!
segunda-feira, maio 28, 2007
Vontades . . .
De novo. Horas sem nada por aqui.

Muitas coisas novas por aí!
Até me "assegurar" das boas notícias, segue textinho:
Até me "assegurar" das boas notícias, segue textinho:
...VONTADES...
E SEM QUALQUER VANTAGEM
'. . . Sinto um peso nas pálpebras como nunca antes.
São oito e meia da manhã e estou tonta. Sono, fome, abstinência, outra razões não seriam. Estou em frente ao computador me entretendo com um jogo idiota. É preciso juntar três peças iguais, é quase como um tetris(acho que é esse o nome). Mas não consigo mexer o mouse nem fixar os olhos muito tempo no colorido do monitor. A tontura aumenta, e dessa vez vem acompanhada de enjôo. Da janela, aberta desde o amanhecer, vem um cheiro de comida. Não consigo saber o quê.
Talvez tenha fome. Não consigo comer, não dá vontade. Tentei comer pipoca durante a longa madrugada, mas nem os milhos estourados saciaram a minha forçada vontade de comer. Ontem, as únicas coisas que couberam no meu estômago foram 150ml de chá de maçã e várias doses de café, bem fortes e doces. Droga! Preciso esperar o banco abrir para sacar o dinheiro e poder comprar cigarros. Mais de 24 horas sem fumar e, quase que conseqüentemente, sem comer.
Coloco algumas músicas e olho para o lado esquerdo: uma cama que está há mais de 24 horas sem ser "estendida". Mas não posso dormir, daqui a pouco o banco abre. E estou há bem mais de 24 horas sem dormir. As músicas saem das caixas estouradas do computador. Mas eu estou com fones. Arrumei o som e posso escutar as canções com mais satisfação. Essas canções...fiz uma lista aqui que só me fazem lembrar. Lembrar...foi isso que fiz a maior parte do tempo dessa madruga.
Não só lembranças eu vi. Vi também dois filmes, e um deles fez-me então lembrar. Não o tinha visto antes. Porém, era bem o tipo de filme que o meu irmão mais novo costumava alugar na locadora, a qual ficava a duas ou três quadras de casa. Da nossa casa. Agora não é mais nossa, não é minha, nem dele. Pertence a um desconhecido qualquer.
E eu sinto falta de muitas coisas. Mesmo dessas vezes em que, obrigada, tinha que assistir a filmes bestas com o meu irmão. Mas valia a pena pela companhia. E a saudade aumenta e aumenta!
E os telefonemas quase diários só fazem crescer a vontade de estar perto de quem longe está por vários quilômetros. Cada vez que desligo o telefone, me dá uma vontade de pegar carona e ir. Ir?! Não posso. Tenho que ficar. Responsabilidades por aqui e não parecem fáceis, já que algumas delas não estão sendo levadas a sério. E não é devido à má vontade minha, não é mesmo. Acho que semana que vem darei um jeito de ir. Ir, estar perto de pessoas que me fazem tanta falta.
Até já sei o que fazer. Chegarei em Porto Alegre perto do meio-dia, espero meu irmão, almoço com ele, só para relembrar alguns meses atrás, quando os tais encontros nesse horário eram diários. À tarde vou a lugares dos quais também saudades ficaram. Encontro também algum amigo ou amiga antes das cinco da tarde, porque a tal hora meu irmão estará me esperando na Rua da Praia, ali pela CCMQ, e então juntos aguardaremos a carona do nosso pai, que terá viajado mais de uma hora para nos buscar. Vamos até uma cidade ali perto e ... Droga! Tô com vontade de chorar, a tontura não pára e a lista de músicas já repetiu umas cinco vezes.
Talvez tenha fome. Não consigo comer, não dá vontade. Tentei comer pipoca durante a longa madrugada, mas nem os milhos estourados saciaram a minha forçada vontade de comer. Ontem, as únicas coisas que couberam no meu estômago foram 150ml de chá de maçã e várias doses de café, bem fortes e doces. Droga! Preciso esperar o banco abrir para sacar o dinheiro e poder comprar cigarros. Mais de 24 horas sem fumar e, quase que conseqüentemente, sem comer.
Coloco algumas músicas e olho para o lado esquerdo: uma cama que está há mais de 24 horas sem ser "estendida". Mas não posso dormir, daqui a pouco o banco abre. E estou há bem mais de 24 horas sem dormir. As músicas saem das caixas estouradas do computador. Mas eu estou com fones. Arrumei o som e posso escutar as canções com mais satisfação. Essas canções...fiz uma lista aqui que só me fazem lembrar. Lembrar...foi isso que fiz a maior parte do tempo dessa madruga.
Não só lembranças eu vi. Vi também dois filmes, e um deles fez-me então lembrar. Não o tinha visto antes. Porém, era bem o tipo de filme que o meu irmão mais novo costumava alugar na locadora, a qual ficava a duas ou três quadras de casa. Da nossa casa. Agora não é mais nossa, não é minha, nem dele. Pertence a um desconhecido qualquer.
E eu sinto falta de muitas coisas. Mesmo dessas vezes em que, obrigada, tinha que assistir a filmes bestas com o meu irmão. Mas valia a pena pela companhia. E a saudade aumenta e aumenta!
E os telefonemas quase diários só fazem crescer a vontade de estar perto de quem longe está por vários quilômetros. Cada vez que desligo o telefone, me dá uma vontade de pegar carona e ir. Ir?! Não posso. Tenho que ficar. Responsabilidades por aqui e não parecem fáceis, já que algumas delas não estão sendo levadas a sério. E não é devido à má vontade minha, não é mesmo. Acho que semana que vem darei um jeito de ir. Ir, estar perto de pessoas que me fazem tanta falta.
Até já sei o que fazer. Chegarei em Porto Alegre perto do meio-dia, espero meu irmão, almoço com ele, só para relembrar alguns meses atrás, quando os tais encontros nesse horário eram diários. À tarde vou a lugares dos quais também saudades ficaram. Encontro também algum amigo ou amiga antes das cinco da tarde, porque a tal hora meu irmão estará me esperando na Rua da Praia, ali pela CCMQ, e então juntos aguardaremos a carona do nosso pai, que terá viajado mais de uma hora para nos buscar. Vamos até uma cidade ali perto e ... Droga! Tô com vontade de chorar, a tontura não pára e a lista de músicas já repetiu umas cinco vezes.
Vou tomar banho.
Daqui a pouco preciso comprar cigarros . . .'
terça-feira, maio 01, 2007
Cúmplices . . .
*Para ler ao som de “Wish you were here”
(ou qualquer faixa do disco “O Inimitável”)
. . .
Na verdade...na verdade...sempre o adorei. Mesmo sabendo que ele sentia a coisa mais pura por mim, sem nunca isso admitir. Não chegava a ser orgulho. Qualquer outro sentimento que não este. Agora, após anos de convívio e, sendo os últimos repletos de desentendimentos e angústia, percebo que ele sempre me entendeu. Não aceitava o meu jeito. E ainda não aceita.
Nem sei se ao menos compreende. Acho que entende.
“Não sei porque, Nessa. Mas eu sempre gostei de dormir com os pés assim, pra fora da cama. Cama com guarda pra mim...bah!Tenho pavor.”
Essas revelações compreendo como a mais pura ânsia de intimidade numa relação que nunca vai acabar. Não sei se foi o tempo. Ficamos longe um tempo. Meses, mas que valeram por anos. Talvez ele saiba: estou pronta para viver sozinha.
“Não sei porque, Nessa. Mas eu sempre gostei de dormir com os pés assim, pra fora da cama. Cama com guarda pra mim...bah!Tenho pavor.”
Essas revelações compreendo como a mais pura ânsia de intimidade numa relação que nunca vai acabar. Não sei se foi o tempo. Ficamos longe um tempo. Meses, mas que valeram por anos. Talvez ele saiba: estou pronta para viver sozinha.
E daqui a pouco serão mais e mais quilômetros, mais e mais horas de distância.
Disse ainda ontem que sempre soube que essa história de maturidade ele nunca acreditou ter idade. Não sei exatamente o que quis dizer. Se me acha madura, -que palavra horrível, talvez prudente seja menos pior. Isso: se me acha prudente, eu realmente não sei. Ainda soou estranho. “Madura ou prudente?” Ah, indecisão. Indecisa eu? Sim, mas ele sempre está pronto para me ouvir e se irritar com tantas dúvidas.
Mas ele compreendeu até o meu pior porre. E me pediu calma, controle. Não responsabilidade, porque até mesmo quando brigávamos e ele me chamava de irresponsável, sabia eu que era da boca pra fora. Até quando me vê acender um cigarro atrás do outro ele me pede calma, controle. Ele sabe, e só me pede calma, controle.
Disse ainda ontem que sempre soube que essa história de maturidade ele nunca acreditou ter idade. Não sei exatamente o que quis dizer. Se me acha madura, -que palavra horrível, talvez prudente seja menos pior. Isso: se me acha prudente, eu realmente não sei. Ainda soou estranho. “Madura ou prudente?” Ah, indecisão. Indecisa eu? Sim, mas ele sempre está pronto para me ouvir e se irritar com tantas dúvidas.
Mas ele compreendeu até o meu pior porre. E me pediu calma, controle. Não responsabilidade, porque até mesmo quando brigávamos e ele me chamava de irresponsável, sabia eu que era da boca pra fora. Até quando me vê acender um cigarro atrás do outro ele me pede calma, controle. Ele sabe, e só me pede calma, controle.
Não consigo olhar para ele senão com ternura. Afeto sempre tive, mesmo em épocas em que não nos entendíamos por completo, ou fingíamos isso não querer.
Ele me entende sim. E, depois de escrever essas poucas linhas, creio que também me compreende. Sempre me diz “Não é fácil”. E não sei por qual motivo, isso sempre me acalma e me desperta esperança, até em causas que acredito estarem perdidas. Mesmo quando a casa está cheia, ou as ruas repletas de vozes entrelaçadas em diálogos superficiais, ele me confessa. Me confessa seus problemas, anseios e preocupações. Porque ele sabe: não importa os quilômetros e horas de distância. Eu estarei esperando ele -ou indo até ele.
Ele me entende sim. E, depois de escrever essas poucas linhas, creio que também me compreende. Sempre me diz “Não é fácil”. E não sei por qual motivo, isso sempre me acalma e me desperta esperança, até em causas que acredito estarem perdidas. Mesmo quando a casa está cheia, ou as ruas repletas de vozes entrelaçadas em diálogos superficiais, ele me confessa. Me confessa seus problemas, anseios e preocupações. Porque ele sabe: não importa os quilômetros e horas de distância. Eu estarei esperando ele -ou indo até ele.
Inúmeras as vezes que me permitiu ficar horas ouvindo músicas e discutindo Beatles, Pink Floyd, Jovem Guarda...E me permitiu presenciar lágrimas tantas outras vezes...ao som de belas canções.
Porque somos assim: cúmplices
Porque somos assim: cúmplices
e destinados a viver um para o outro . . .
domingo, abril 22, 2007
Sinceramente . . .
Bons e inesquecíveis momentos, os quais não me fazem querer grandes aventuras, mas que se tornam peripécias pela simplicidade.
Desabafos, verdadeiras confissões necessárias.
(Ai, mãe! Mas ele...
Pai! Lembra do fulano...)
Com o “retorno”, segredos repassados por ligações telefônicas.
logo que o carro quebra a esquina.
Olho para trás e o aceno se desfaz.
Surpresas são surpresas, mas de alguma maneira
são transformadas em algo esperado.
O inesperado mais-que-esperado.
A vontade de ir e a vontade de ficar.
Músicas para ouvir e relembrar,
provocar a lembrança.
Mesmo que a lembrança exista sempre,
sem canções ou versos.
E numa noite de domingo,
ouço mil vezes a mesma canção.
Textos e cigarros apagados.
E na mesma noite de domingo,
leio contos (outros...conto eu).
Frases soltas e com sentido (s) . . . (?)
As pequenas e ‘essenciais’ coisas fazem da vida
uma boa vida.
* Aproveito o show da última quinta-feira:
“Sinceramente . . .”
Ficou tudo cinza. Dizem que até eu . . .
domingo, abril 01, 2007
Muito embalo no sábado à noite!
Que título horrível. Baita clichê.
E de clichês fez-se o último sábado.
:)
Uma postagem sem muito papo reflexivo como as últimas.
Sábado à noite.
Vontade de nada fazer.
Algum lugar legal? Não...nem tanto!
Ficar mais uma noite em casa?
Hum...até que não era má idéia, já que a última fora agradável e um tanto quanto ‘reveladora’.
E então, vamoquevamo!
E fui. E fomos. Desce o som e todo mundo pula e grita:
“Lua de Cristal...”
Trilhas de filmes e até de novelas.
Era cada sorriso, um maior que o outro!
Doce e vinil.

E de clichês fez-se o último sábado.
:)
Uma postagem sem muito papo reflexivo como as últimas.
Sábado à noite.
Vontade de nada fazer.
Algum lugar legal? Não...nem tanto!
Ficar mais uma noite em casa?
Hum...até que não era má idéia, já que a última fora agradável e um tanto quanto ‘reveladora’.
E então, vamoquevamo!
E fui. E fomos. Desce o som e todo mundo pula e grita:
“Lua de Cristal...”
Trilhas de filmes e até de novelas.
Era cada sorriso, um maior que o outro!

E tantos ruídos na comunicação...aimeudeus!
Nessa fala para Predo: - E ainda não tocou Xuxa!
Lisa diz para Nessa: - Eu já fui duas vezes!
Nessa entende: "Eu já vim em duas Junkies".
Nessa pensa: “Mas não foram mais?!”
Nessa fala para Predo: - E ainda não tocou Xuxa!
Lisa diz para Nessa: - Eu já fui duas vezes!
Nessa entende: "Eu já vim em duas Junkies".
Nessa pensa: “Mas não foram mais?!”
Ruídos. Calor!
Ataques de riso e todos com o espírito no mais alto grau nostálgico possível.
“Deixa eu andar na tua moto.
Mas quem vai na frente é você...”
Fotos! Flashes capazes de cegar qualquer um.“Deixa eu andar na tua moto.
Mas quem vai na frente é você...”
Doce e vinil.

Ah, claro! Um ar condicionado que pingava cerveja.
quinta-feira, março 29, 2007
Caio (de novo)
“...Houve um tempo em que não nos conhecíamos, e esse tempo em que passamos desconhecidos e insuspeitados um pelo outro, esse tempo eu lembro".
Lembrando alguns momentos, os mesmos que pensava quando escrevi o texto abaixo, foi impossível não pensar tanto alguém. Instantes relembrados com um sentimento que não tenho a intenção de denominar, até porque já tentei e não consegui.
“Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo sem a menor tentativa de resistência, não porque aquilo fosse terrível ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse- e talvez tenha sido terrível, sim,é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado, a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou depois de tudo. Porque alguma coisa ficou”.
“Porque alguma coisa ficou”.
E se ficou...já não sei.
Agora, escrevendo essas coisas que podem não ter importância, toca uma canção que podia ter sido especial para duas pessoas. E só é para mim.
Ele ainda nada falou se para ele também é.
A canção continua tocando. Coincidência. Pensando em uma pessoa, escrevendo sobre uma pessoa, “aquela” música toca e se expande pelo apartamento vazio. Agora penso: “Ah, bobagem tudo isso”.
“Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro quando nos conhecemos; logo a seguir a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim”.
* “É impossível descobrir que se sente algo depois!
Não me vem com essa, Vanessa”.
As citações aí são (de novo)
de Caio Fernando Abreu.
Espero ficar um tempo sem referências. Tornou-se impossível não usá-las. É como quando toca uma música que quer dizer exatamente como nos sentimos ou o que pensamos. Como a que continua tocando. Penso de novo: “Ah, bobagem tudo isso”.
Já a última frase é um breve fragmento de uma confessional conversa entre amigas.
E ela me diz sempre a verdade e eu continuo acreditando na mentira.
Ah, bobagem tudo isso.
Semana que vem . . . novos rumos. Ou o mesmo, né?!
(Coloco a canção para tocar de novo)
Lembrando alguns momentos, os mesmos que pensava quando escrevi o texto abaixo, foi impossível não pensar tanto alguém. Instantes relembrados com um sentimento que não tenho a intenção de denominar, até porque já tentei e não consegui.
“Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo sem a menor tentativa de resistência, não porque aquilo fosse terrível ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse- e talvez tenha sido terrível, sim,é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado, a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou depois de tudo. Porque alguma coisa ficou”.
“Porque alguma coisa ficou”.
E se ficou...já não sei.
Agora, escrevendo essas coisas que podem não ter importância, toca uma canção que podia ter sido especial para duas pessoas. E só é para mim.
Ele ainda nada falou se para ele também é.
A canção continua tocando. Coincidência. Pensando em uma pessoa, escrevendo sobre uma pessoa, “aquela” música toca e se expande pelo apartamento vazio. Agora penso: “Ah, bobagem tudo isso”.
“Então tentei dar uma ordem cronológica aos fatos: primeiro quando nos conhecemos; logo a seguir a maneira como esse conhecimento se desenrolou até chegar no ponto em que eu queria, e que era o fim, embora até hoje eu me pergunte se foi realmente um fim”.
* “É impossível descobrir que se sente algo depois!
Não me vem com essa, Vanessa”.
As citações aí são (de novo)
de Caio Fernando Abreu.
Espero ficar um tempo sem referências. Tornou-se impossível não usá-las. É como quando toca uma música que quer dizer exatamente como nos sentimos ou o que pensamos. Como a que continua tocando. Penso de novo: “Ah, bobagem tudo isso”.
Já a última frase é um breve fragmento de uma confessional conversa entre amigas.
E ela me diz sempre a verdade e eu continuo acreditando na mentira.
Ah, bobagem tudo isso.
Semana que vem . . . novos rumos. Ou o mesmo, né?!
(Coloco a canção para tocar de novo)
terça-feira, março 27, 2007
O Dia de Ontem (na noite de ontem)
Sem tempo, esquecimento, preguiça!
Segue texto que deveria ter postado aqui
na última quinta-feira (15 de março).
. . . Há horas penso em algo.
Em algo que não se precisa pensar muito.
Talvez o tempo necessário para se ter consciência.
Nos últimos dias, esse algo que não precisa muito tempo para se pensar, tem ocupado boa parte dos segundos de cada minuto em que nada tenho para fazer. E mesmo quando faço qualquer coisa para me distrair desse algo, lá está ele, estampado na página 113:
“Ainda ontem à noite eu te disse que era preciso tecer. Ontem à noite disseste que não era difícil, disseste que um pouco irônica que bastava começar, que no começo era só fingir e logo depois, o fingimento passava a ser verdade, então a gente ia até o fundo do fundo”.
O trecho acima resume boa parte da teoria desse algo que tanto penso.
Mas não mais somente pensarei.
Não mais pensarei.
“Eu te disse que estava cansado de cerzir aquela matéria gasta no fundo de mim, exausto de recobri-la às vezes de veludo, outras de cetim, purpurina ou seda- mas sabendo que no fundo permanecia aquela pobre estopa desgastada.”
As palavras dos fragmentos aí valem por muitas que preencheria esse post nas minhas palavras.
Sem mais por hoje . . .
O entre aspas aí refere-se ao conto
"O dia de ontem", de Caio Fernando Abreu.
Segue texto que deveria ter postado aqui
na última quinta-feira (15 de março).
. . . Há horas penso em algo.
Em algo que não se precisa pensar muito.
Talvez o tempo necessário para se ter consciência.
Nos últimos dias, esse algo que não precisa muito tempo para se pensar, tem ocupado boa parte dos segundos de cada minuto em que nada tenho para fazer. E mesmo quando faço qualquer coisa para me distrair desse algo, lá está ele, estampado na página 113:
“Ainda ontem à noite eu te disse que era preciso tecer. Ontem à noite disseste que não era difícil, disseste que um pouco irônica que bastava começar, que no começo era só fingir e logo depois, o fingimento passava a ser verdade, então a gente ia até o fundo do fundo”.
O trecho acima resume boa parte da teoria desse algo que tanto penso.
Mas não mais somente pensarei.
Não mais pensarei.
“Eu te disse que estava cansado de cerzir aquela matéria gasta no fundo de mim, exausto de recobri-la às vezes de veludo, outras de cetim, purpurina ou seda- mas sabendo que no fundo permanecia aquela pobre estopa desgastada.”
As palavras dos fragmentos aí valem por muitas que preencheria esse post nas minhas palavras.
Sem mais por hoje . . .
O entre aspas aí refere-se ao conto
"O dia de ontem", de Caio Fernando Abreu.
quinta-feira, março 15, 2007
Primeira vez, primeira noite . . .
. . .
Sim, foi ontem. Inesquecível e agradável.
A primeira noite que passei sozinha com ele, nele.
Um lugar legal. Ele desconhecido. Porém, em poucos dias, menos de uma semana, estava ele "com a minha cara". Identificação.
Minhas coisas já estavam lá. Então, estava eu muito à vontade.
Sentia-me em casa. E era mesmo.
Primeira vez, primeira noite!
Foi bem tranqüila. Meus cartazes colados na parede, meus livros na prateleira, meus cd's na estante e meus discos jogados no chão que, assim como eu, sentiam falta do toca-disco que está na loja para ser consertado. Mas era tudo meu.
Eu ali, pela primeira vez sozinha com ele. Só nos. O meu apartamento e eu.
4 da madrugada e tentava dormir numa casa que não era a mesma que há mais de quinze anos morei. Não é mais ela, é ele. Mas prefiro continuar chamando de casa. Ap?! ...não! Agora é uma casa. Só minha.
Tentava dormir. Os tic-tacs dos relógios e eu numa primeira noite na nova casa . . .
Escrito na noite de 14 de março de 2007.
*Ah! Há horas não havia nada por aqui!
Mas agora vai!
. . .
Sim, foi ontem. Inesquecível e agradável.
A primeira noite que passei sozinha com ele, nele.
Um lugar legal. Ele desconhecido. Porém, em poucos dias, menos de uma semana, estava ele "com a minha cara". Identificação.
Minhas coisas já estavam lá. Então, estava eu muito à vontade.
Sentia-me em casa. E era mesmo.
Primeira vez, primeira noite!
Foi bem tranqüila. Meus cartazes colados na parede, meus livros na prateleira, meus cd's na estante e meus discos jogados no chão que, assim como eu, sentiam falta do toca-disco que está na loja para ser consertado. Mas era tudo meu.
Eu ali, pela primeira vez sozinha com ele. Só nos. O meu apartamento e eu.
4 da madrugada e tentava dormir numa casa que não era a mesma que há mais de quinze anos morei. Não é mais ela, é ele. Mas prefiro continuar chamando de casa. Ap?! ...não! Agora é uma casa. Só minha.
Tentava dormir. Os tic-tacs dos relógios e eu numa primeira noite na nova casa . . .
Escrito na noite de 14 de março de 2007.
*Ah! Há horas não havia nada por aqui!
Mas agora vai!
. . .
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Caminho . . .
. . . Eu não sei, mas suspeito que hoje, perto das onze da manhã de uma quarta-feira, eu era a pessoa mais feliz que caminhava pela Rua da Praia.
Pelo menos era a mais sorridente da Rua dos Andradas.
O motivo?
Poderia ser um dos tantos dias em que se acorda com uma alegria sem motivo aparente, sabe? Porém, foi uma dessas coisas simples da vida que fez o dia ficar ainda melhor.
* E que "revelação", hein?
Que coisa mais pessoal essa aí escrita - e todas são(?!).
Não era para ser assim, mas tantas coisas não são para ser e acabam sendo, ou são e acabam não sendo, não é mesmo?!
. . .
Pelo menos era a mais sorridente da Rua dos Andradas.
O motivo?
Poderia ser um dos tantos dias em que se acorda com uma alegria sem motivo aparente, sabe? Porém, foi uma dessas coisas simples da vida que fez o dia ficar ainda melhor.
* E que "revelação", hein?
Que coisa mais pessoal essa aí escrita - e todas são(?!).
Não era para ser assim, mas tantas coisas não são para ser e acabam sendo, ou são e acabam não sendo, não é mesmo?!
. . .
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Canção . . .
. . .
“Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue
E eu quero as cores e os colírios
Meus delírios
Estou ligada num futuro blue . . ."
_ Vitor Martins e Sueli Costa _
* Linda canção...na voz da Elis!
. . .
“Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos
E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue
E eu quero as cores e os colírios
Meus delírios
Estou ligada num futuro blue . . ."
_ Vitor Martins e Sueli Costa _
* Linda canção...na voz da Elis!
. . .
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Sem culpas e (in)decisões!
Um bom começo de semana, uma boa notícia logo pela manhã.
A vida vivida devagar e sem preocupar-se demais com coisas que exigem preocupação, já que a preocupação demasiada é, na verdade, exigida por nós.
Sem muita ânsia. Calma, até quem mal me conhece assim me caracterizou. Uma pessoa tranqüila. Não, ultimamente aprendi a ser ainda mais tranqüila. Aprendi...não! Transformações involuntárias.
- Segue textinho aí abaixo:
Decisões.
Cerveja de graça, som bacana. Voltei para a mesma mesa, acompanhada do documentário que mal se ouvia. As mesas estavam sendo preenchidas. Anunciavam-se rodas de amigos que ali ficariam algumas horas, ou então casais que sentavam, tomavam uma cerveja e logo se mandavam dali. Acabou a cerveja. Pego a bolsa. Quando firmo os dois pés no chão para levantar-me, começa o tal cd. Vou esperar até “Eight days a week”. Fiquei a noite toda torcendo para não encontrar ninguém. E logo quando começa essa música um conhecido senta-se junto à mesa, mas logo percebe que não estou a fim de muito papo, entende, dá o fora. Acabou a música, agradeço a cerveja grátis ao dono do bar. Decido ir pelo caminho mais longo e mais movimentado. Na última quadra antes de chegar em casa encontro mais um conhecido, ao qual digo que já estou indo. Já na esquina da rua onde fica o prédio que moro, outro conhecido. Tudo é decisão, não é? E a noite acabou assim: a volta ao bar, mais uma cerveja, um sono bom e o prenúncio de uma quarta-feira com bons momentos.
A vida vivida devagar e sem preocupar-se demais com coisas que exigem preocupação, já que a preocupação demasiada é, na verdade, exigida por nós.
Sem muita ânsia. Calma, até quem mal me conhece assim me caracterizou. Uma pessoa tranqüila. Não, ultimamente aprendi a ser ainda mais tranqüila. Aprendi...não! Transformações involuntárias.
- Segue textinho aí abaixo:
Decisões.
“. . . Ooh I need your love babe...
. . . Hold me, love me...”
. . . Hold me, love me...”
Uma terça-feira. Muito queria chegar cedo em casa, ali pelo início da noite. Claro, com uma parada rápida antes da chegada ao lar. Desviei caminho, dei voltas e voltas, mas que me fizeram parar no mesmo lugar, no mesmo bar. Parei ali, parei de tomar remédios. Uma Polar que demorou um século para chegar a minha mesa. E quando chegou estava quente. Já que a vida é feita de decisões (mesmo a minha tenha sido tomada de indecisões), decido ir para casa logo, antes que encontrasse um conhecido. Antes, claro, uma volta. Estava ”cedo” e o outro lugar ainda estava vazio. Na televisão vejo John Lennon e reconheço: “Bah! Agora vem Jumping Jack Flash”. Senti obrigação, puxei a cadeira e ali fiquei. Acabou o “Circus”. E o cara do balcão pergunta: “e o que podia ser agora?”. Hum...Beatles?!
Começou a rolar um documentário que sempre rola nesse bar.
Cinco minutos depois, vou até o balcão. “Não, o que tava rolando semana passada. Era o cd”. Ele disse que esperaria, o pessoal estava gostando, mas que sem demora colocaria o cd.
Mas eu queria ir, antes que algo acontecesse e eu tivesse que decidir entre ir para casa ou ficar até a hora do bar fechar mais uma noite. E eu disse que estava indo. Ele disse que estava cedo. E começou a falar que se fosse para casa eu ficaria triste, que ficasse ali, tomasse uma cerveja. Triste? Sabia ele há quanto tempo eu não tinha uma noite sem passar por ali. “Mais uma cerveja?”- pensei. Até que não seria nada mal. Mas e o dinheiro? Não tinha mais, teria que ir para casa buscar, e eu não estava a fim de ir para casa, pegar dinheiro e voltar. Até porque se para casa fosse, não voltaria. E eu queria ficar em casa, pelo menos uma noite, a noite inteira em casa, sozinha. E a vontade de ficar sozinha ouvindo um som legal me agradava. Mas e o que mais? Quando decido ir, uma pergunta idiota me é dirigida: Tu tá a fim de tomar uma cerveja?
Cinco minutos depois, vou até o balcão. “Não, o que tava rolando semana passada. Era o cd”. Ele disse que esperaria, o pessoal estava gostando, mas que sem demora colocaria o cd.
Mas eu queria ir, antes que algo acontecesse e eu tivesse que decidir entre ir para casa ou ficar até a hora do bar fechar mais uma noite. E eu disse que estava indo. Ele disse que estava cedo. E começou a falar que se fosse para casa eu ficaria triste, que ficasse ali, tomasse uma cerveja. Triste? Sabia ele há quanto tempo eu não tinha uma noite sem passar por ali. “Mais uma cerveja?”- pensei. Até que não seria nada mal. Mas e o dinheiro? Não tinha mais, teria que ir para casa buscar, e eu não estava a fim de ir para casa, pegar dinheiro e voltar. Até porque se para casa fosse, não voltaria. E eu queria ficar em casa, pelo menos uma noite, a noite inteira em casa, sozinha. E a vontade de ficar sozinha ouvindo um som legal me agradava. Mas e o que mais? Quando decido ir, uma pergunta idiota me é dirigida: Tu tá a fim de tomar uma cerveja?
Cerveja de graça, som bacana. Voltei para a mesma mesa, acompanhada do documentário que mal se ouvia. As mesas estavam sendo preenchidas. Anunciavam-se rodas de amigos que ali ficariam algumas horas, ou então casais que sentavam, tomavam uma cerveja e logo se mandavam dali. Acabou a cerveja. Pego a bolsa. Quando firmo os dois pés no chão para levantar-me, começa o tal cd. Vou esperar até “Eight days a week”. Fiquei a noite toda torcendo para não encontrar ninguém. E logo quando começa essa música um conhecido senta-se junto à mesa, mas logo percebe que não estou a fim de muito papo, entende, dá o fora. Acabou a música, agradeço a cerveja grátis ao dono do bar. Decido ir pelo caminho mais longo e mais movimentado. Na última quadra antes de chegar em casa encontro mais um conhecido, ao qual digo que já estou indo. Já na esquina da rua onde fica o prédio que moro, outro conhecido. Tudo é decisão, não é? E a noite acabou assim: a volta ao bar, mais uma cerveja, um sono bom e o prenúncio de uma quarta-feira com bons momentos.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Acreditem!
A calmaria existe em meio ao caos. Acreditem!
Mesmo havendo motivos para instantes de infelicidade, é impossível não deixar transparecer instantes de euforia. E eu nem me culpo por isso, mesmo querendo me culpar por não conseguir sentir culpa, não consigo.
As coisas boas não anulam as coisas ruins, mas também as coisas ruins não afetam as coisas boas!
Não há desventura por aqui!
Parece impossível existir.
Mesmo havendo motivos para instantes de infelicidade, é impossível não deixar transparecer instantes de euforia. E eu nem me culpo por isso, mesmo querendo me culpar por não conseguir sentir culpa, não consigo.
As coisas boas não anulam as coisas ruins, mas também as coisas ruins não afetam as coisas boas!
Não há desventura por aqui!
Parece impossível existir.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Penso para esquecer
Há alguns dias, lia alguns contos ou escrevia alguns trechos de histórias.
E nesses episódios, percebia a coincidência da facilidade de declarar o amor. Não o amor de pai, de mãe, de amigo, de irmão. O amor àquela que sacia desejos, mas que não é a mesma pessoa a qual resguarda as expectativas e esperanças de uma vida conjunta.
Logo, declarações de um amor carnal, outrora denominado paixão, não mais que isso. Porém, faz-se fundamental vomitar o verbo amar para um sentimento que até pouco tempo seria insubstituível pelo de outra pessoa. E essa emoção sem comparação ('te amo mais que tudo, mas em breve acho outra pessoa e a amo mais, mesmo não sendo a verdade') se fez clara em dois ou três textos. E em outros tantos o caso mais banal: "te amo. Saio à noite, amo outra, mas declaro só a tua pessoa".
Fiquei eu pensando nesses personagens. Idades diferentes. Sexos diferentes. E sempre com essa "constatação" intricada na história.
Fiquei dias pensando sobre essa facilidade. Não ficava refletindo e tramando teorias sobre, mas despertou-me atenção a coincidência de ler textos com esse mesmo "tema".
Dizer eu te amo é fácil. O saber se é verdade ou não . . . não é bem por aí.
E aqui estou eu. Com sono. Não querendo pensar em outras coisas que estão por aí (e que muito me afetam, de maneira negativa, o que estava demorando), fico aqui escrevendo sobre coisas que não quero pensar-e não vou.
Vou parar de escrever, trabalhar e me desconcentrar com as coisas da vida que não se pode evitar. A facilidade do "eu te amo" eu penso outra hora.
* Péssimo título, mas agora sinto que nem mais pensar consigo. É agonia, sono. São os números de telefones que já nem sei, não lembro. De volta ao trabalho...concentração. Péssimo título!
. . .
E nesses episódios, percebia a coincidência da facilidade de declarar o amor. Não o amor de pai, de mãe, de amigo, de irmão. O amor àquela que sacia desejos, mas que não é a mesma pessoa a qual resguarda as expectativas e esperanças de uma vida conjunta.
Logo, declarações de um amor carnal, outrora denominado paixão, não mais que isso. Porém, faz-se fundamental vomitar o verbo amar para um sentimento que até pouco tempo seria insubstituível pelo de outra pessoa. E essa emoção sem comparação ('te amo mais que tudo, mas em breve acho outra pessoa e a amo mais, mesmo não sendo a verdade') se fez clara em dois ou três textos. E em outros tantos o caso mais banal: "te amo. Saio à noite, amo outra, mas declaro só a tua pessoa".
Fiquei eu pensando nesses personagens. Idades diferentes. Sexos diferentes. E sempre com essa "constatação" intricada na história.
Fiquei dias pensando sobre essa facilidade. Não ficava refletindo e tramando teorias sobre, mas despertou-me atenção a coincidência de ler textos com esse mesmo "tema".
Dizer eu te amo é fácil. O saber se é verdade ou não . . . não é bem por aí.
E aqui estou eu. Com sono. Não querendo pensar em outras coisas que estão por aí (e que muito me afetam, de maneira negativa, o que estava demorando), fico aqui escrevendo sobre coisas que não quero pensar-e não vou.
Vou parar de escrever, trabalhar e me desconcentrar com as coisas da vida que não se pode evitar. A facilidade do "eu te amo" eu penso outra hora.
* Péssimo título, mas agora sinto que nem mais pensar consigo. É agonia, sono. São os números de telefones que já nem sei, não lembro. De volta ao trabalho...concentração. Péssimo título!
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
Emoções e pensamentos!

. . . Bom. Escrevi ontem sobre o amanhã que é hoje. Então...aí vai!
Não tem como não ler um livro desse cara e não me render à mania de riscar algumas coisinhas. Em algum outro post, em alguma parte desse blog, já consta alguma citação desse tal Rubem Fonseca. Mas agora é a vez do “Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos”!
Perfeição, utopia...sonhadores!
“A idéia da perfeição, tanto a sua busca é uma utopia de sonhadores. Sim, eu era um sonhador que sonhava de uma maneira extraordinária, mas seguramente não era um louco, no sentido psiquiátrico convencional. Eu era singular (mas todas as pessoas são singulares), talvez esquisito, mas não louco.” P. 102
Uma frase. Apenas uma. Sabe quando se está envolvido na história e de repente “lá está”. Uma frase legal, então:
“O arrependimento nunca é um gesto espontâneo, há sempre alguma coerção por trás dele.” P. 119
Ah! Liberdadeee . . .
“Meu sonho de consumo, eu sabia agora, era a liberdade. O ser humano se caracteriza, na verdade, por uma grande estupidez. Ele só descobre que um bem é fundamental quando deixa de possuí-lo.” P.203
E para quem pretende ler o livro...não leia o que se apresenta aí abaixo (a última frase do livro). Coisa chata contar o filme, contar o final do livro... mas eu bem avisei.
“Tudo era fantasia, um sonho, um mundo de vastas emoções e pensamentos imperfeitos.” P. 256
Bom...eu avisei!
Ah! E não é essa a edição que li, mas foi a capa que achei.(Está uma correria por aqui).
Ontem à noite li umas quantas vezes esses trechos. O desejo de uma noite tranqüila estava quase saciado. Mas não foi . . . ou foi, né?! Depende do que seja “tranqüilidade”.
E por hoje era isso (via blog, é claro!) . . .
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Mais um . . .
. . . Outro post sem sentido. Ou com muito sentido, mas que não entendido por outros (escrevo mal?). Acho que nem tanto. Mas como há comentários aí...tem coisas que só a gente entende. E amém!
Há um novo jornalismo...do acaso, ao acaso, sabiam?
E o encontro mundial (ou pelo menos estadual, por enquanto) está sendo aqui...
Ah, não! Já se pode considerar um encontro nacional. Já houve participação de jornalista do- e ao acaso- de outros lugares senão o RGS!
Alguém entendeu?!
Em breve nos encontraremos . . . sempre ao acaso.
Discutiremos de tudo e sobre tudo. Inclusive teoria da comunicação, seja ela qual for!
Por fim, comunicação e acaso.
E enfim, um novo jornalismo foi possível.
. . .
Há um novo jornalismo...do acaso, ao acaso, sabiam?
E o encontro mundial (ou pelo menos estadual, por enquanto) está sendo aqui...
Ah, não! Já se pode considerar um encontro nacional. Já houve participação de jornalista do- e ao acaso- de outros lugares senão o RGS!
Alguém entendeu?!
Em breve nos encontraremos . . . sempre ao acaso.
Discutiremos de tudo e sobre tudo. Inclusive teoria da comunicação, seja ela qual for!
Por fim, comunicação e acaso.
E enfim, um novo jornalismo foi possível.
. . .
Amanhã . . .
. . . Ah! Esqueci!
Na verdade não esqueci. Lembrei e deixei lá em casa.
Uns trechos bem "liiigais" de um livrinho.
Mas então...amanhã...deixo para amanhã...já que amanhã algumas, várias coisinhas estão por acontecer- ah! Se estão!
Então, amanhã os trechos.
E na semana que vem, quem sabe, alguns relatos.
E eu nem sei para que escrevo isso aqui. Poderia ter deixado o post só para amanhã. Deixei mesmo em casa o livro de onde iria copiar as citações.
Euforia, creio. Ansiedade, eu acho. Não! Ansiedade nem tanto... mas que mais historinhas estão aí- ah estão!
Então . . . amanhã . . .
Na verdade não esqueci. Lembrei e deixei lá em casa.
Uns trechos bem "liiigais" de um livrinho.
Mas então...amanhã...deixo para amanhã...já que amanhã algumas, várias coisinhas estão por acontecer- ah! Se estão!
Então, amanhã os trechos.
E na semana que vem, quem sabe, alguns relatos.
E eu nem sei para que escrevo isso aqui. Poderia ter deixado o post só para amanhã. Deixei mesmo em casa o livro de onde iria copiar as citações.
Euforia, creio. Ansiedade, eu acho. Não! Ansiedade nem tanto... mas que mais historinhas estão aí- ah estão!
Então . . . amanhã . . .
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Blábláblá (e dos bons) !
- Alô?
- Oi!!!
- Ah! Oi...
- Olha só...blábláblá e blábláblá!
O blá blá blá aí não interessa.
Na verdade, é o que mais interessa, mas não é ‘publicável’.
E depois de tanto blá e blá :
“Ah! Então tá feliz, né?”.
Ih...uma pergunta não tão direta quanto a do tal post intitulado “Hein?” (logo aí abaixo).
Não foi uma pergunta, fez-se mais uma dessas constatações que fazemos em forma de uma quase indagação.
Mas...bom! Dessa vez nem precisou resposta e... não! Não teve um “mas”...apenas um porém (não é mesmo?!).
Hum... é... e não teve um: “É, mana. Não é fácil”.
Máxima quase sempre acompanhada de um “Ah! Não é mesmo! Mas a gente é que complica”.
Blá!
- Oi!!!
- Ah! Oi...
- Olha só...blábláblá e blábláblá!
O blá blá blá aí não interessa.
Na verdade, é o que mais interessa, mas não é ‘publicável’.
E depois de tanto blá e blá :
“Ah! Então tá feliz, né?”.
Ih...uma pergunta não tão direta quanto a do tal post intitulado “Hein?” (logo aí abaixo).
Não foi uma pergunta, fez-se mais uma dessas constatações que fazemos em forma de uma quase indagação.
Mas...bom! Dessa vez nem precisou resposta e... não! Não teve um “mas”...apenas um porém (não é mesmo?!).
Hum... é... e não teve um: “É, mana. Não é fácil”.
Máxima quase sempre acompanhada de um “Ah! Não é mesmo! Mas a gente é que complica”.
Blá!
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