segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Acho que . . .

. . . Acho que não deveria ter o nome que tem-ou até deveria:

'Às vezes parecia que de tanto acreditar
em tudo que achávamos tão certo...
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro...

Mas percebo agora que o teu sorriso vem diferente
Quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim
Quero a tua força
Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...
Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto...
Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço...

Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois não use
o que eu disse contra mim...

Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...'


*eachoqueapagodepois . . .

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Perfeito não existe . . .

‘Escrito sobre 10/01’

I

. . . Planos para hoje:

*Manhã: acordar cedo, cuidar de sobrinha, arrumar a casa, lavar roupa.

*Tarde: começar a ler o livro que há horas quero ler-mas sempre fico enrolando e acabo lendo outra coisa qualquer. Tentar reiniciar contatos com pessoas que se tornaram, de algum modo, distantes.

*Noite: ver um filme qualquer e logo após visitar alguém que sempre me faz bem.

Um dia que poderia ser bem aproveitado e satisfatório.
Mas, logo pela manhã, o dia se apresenta nublado.
Motivo suficiente para despertar mudanças de planos
(e nem por isso deixar o dia de menor agrado).

Acordo cedo, cumpro obrigações de tia (tarefa realizada com a maior vontade do mundo),
mesmo com a condição de ter que acordar cedo
(entende-se por cedo 8:30).

E isso se torna muito cedo, visto que a madrugada foi longa e irritadiça.
Madrugada de calor e falta de luz
(o que abortou a possibilidade de assistir filme ou começar a ler o livro que há horas quero ler).
E o fim da manhã nublada acabou em horas de sono.
Uma tarde com chuva para acalmar todas e quaisquer preocupações e agonias.
Ou quase...

Toca o telefone. E não sou eu quem o atende.

Nessa!
-Hmmm!!!
-Pra ti.

(Nessa pensa: pqp)

II


- Boa tarde! Senhora Vanessa Ayres?

- Oi . . .

- Eu sou a fulana (fulana porque sempre pronunciam o nome de forma mais arrastada do que o resto das outras palavras), do banco tal (tal pois não tem o porquê fazer propaganda de banco por aqui).

(Nessa pensa: mas eu não to devendo nada)

- A senhora foi contemplada com o nosso plano...e blábláblá. Deixando apenas 50 reais na sua conta a senhora concorre a blábláblá(...)

(Nessa pensa: pensa em alguma desculpa para cortar de vez aquele telefonema mais que inconveniente. Desligar?)
Não, não...atitude de muito mau gosto.
Ou não...!Reluta e acaba por lembrar da desculpa que, na maioria das vezes dá certo- na maioria.

-No momento eu não tô interessada.

E se essa desculpa tinha 99% de dar certo, o um por cento prevaleceu.

- Mas a senhora não tem interesse de ganhar 250 mil reais?

(Nessa pensa: não, acho que acabo de me tornar um ser desinteressado)

-Ã...olha só...(claro que o certo seria falar “escuta só”, mas ninguém é perfeito), na verdade eu acho até que vou encerrar essa conta e...

-Encerrar?

(Nessa pensa: aimeudeus! Eu não tinha nada mais estúpido pra falar?)

Mas tinha outra coisa mais estúpida pra responder...

- Porque sim!

-Mas senhora Vanessa. A senhora não tem sonhos, planos de vida?

(Nessa pensa: a 'apelação' dessas pessoas é pouca)

- Pense senhora Vanessa...a senhora foi contemplada entre tantos cidadões brasileiros (claro que o certo seria falar- bom...acho que vocêssabem-mas ninguém é perfeito).

(Nessa pensa: é...tantos cidadões)

E graças aos cidadões brasileiros eu consegui achar uma boa desculpa para desligar o telefone
(da qual não me lembro- poderia ter anotado para usar na próxima vez. )
Sim...sempre tem a próxima vez.

É . . . perfeito não existe ! ! !
E algumas pequenas coisas- como essas- me abalam.

Obs.: mas a noite de ontem seguiu os planos,
porém, não na mesma ordem.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

E em pouco tempo . . .

". . . Nessa vida vão passar
pessoas como eu e você . . ."

...Há horas sem nada postar!
E agora ainda não há muito tempo para isso!
O pouco tempo fica para longos
e apertados abraços de despedida ! ! ! (elogoosabraçosserãodereencontros)



E em pouco tempo...
o tempo não será pouco.
E tem gente que espera que eu ache
o que insisto nem procurar!!!

"Se quiser viver feliz comigo
Eu faço valer a pena
Esperando o sol nascer
Falando sobre coisas boas
Escolher um som, cantar
Andar pela casa sem roupa
Amando sem fazer de conta
Querendo porque vai dar conta"

PS.: Fotografiaanadaaver_assimcomotantasoutras!
Músicanadaaver_assimcomotantaoutras!_ouno_

segunda-feira, novembro 05, 2007

. . . de incertezas . . .

“... quero não saber de cor, também ...
...pra que minha vida siga adiante...”

(L.H.)

...de incertezas... o oposto destas.

As certezas existem...mesmo que
estabelecidas por tantas incertezas.
Na verdade, incertezas existentes
pela existência de muitas opções.

Mais uma vez...indecisões!!!

Embora alguns pensem que longas conversas sirvam para esclarecer idéias, os diálogos da última semana trouxeram
ainda mais incertezas.
Dessas que são da forma de “indecisão” mesmo.
Não da forma de insegurança e dúvidas.
Não incertezas ruins; incertezas que acabam na mesma(s) certeza(s).

Confusão isso tudo?

Há um ano atrás existia desordem de pensamentos
e até mesmo conflitos de opiniões quanto a outras incertezas.
Agora não.
Hoje tudo se estabelece em dúvidas que de alguma forma acabam na mesma certeza de sempre.

E o quão pode se tornar bom ter incertezas por aí!

E o quanto as incertezas se esvaem,
sem a necessidade de qualquer decisão pensada.
Decisão não subjetiva, porém, ocasionada por acontecimentos
que acabam por tornar possíveis tais decisões:

Término pode ser um sinal contra
qualquer tipo de resignação,
como que o limite para findar
numa espécie de alívio.

. . .

Pois é...e teve quem chegou de lá* e disse
“oi, Nessinha. Tava com saudade”.
E ainda está para chegar mais alguém.
E desta vez a visita virá carregada de mais incertezas-
ou indecisões mesmooo ! ! !

*= PoA

. . .

quarta-feira, outubro 24, 2007

Tooocaaa!

***O desejo é de que o interfone toque logo!
E a ânsia é pra que logo toque!
***

. . . E espero o interfone tocar-
já que a esperança de ouvir o
"Light My Fire" no celular foi-se há horas!

E as últimas noites foram medidas
no tempo de cada página:
tantas páginas lidas...um cigarro.
Um capítulo lido...um café e um cigarro!
Mas, esta noite,
o tempo não terá a medição das páginas.
A ansiedade é tanta que nada mais pode ser feito!

Só resta esperar. . . esperar e esperar ! ! !
- Tocainterfone,toca!

E eu sei que ele vai tocar.
E sei também que alguém vai chegar e dizer:

"Oi, Nessinha. Tava com saudade!"

(purodesabafodeumaabafadanoitedequarta-feira)
. . .

quarta-feira, outubro 10, 2007

"Tão tanto" . . .

. . . Acorda aos gritos mais agudos de “El Amor Después del Amor”.
Descruza os braços que serviam como travesseiro.
Cheiro de café velho, já requentado.
Os acordes da canção seguinte lembram o sentimento que a fez adormecer minutos antes. Anseio que em outras noites seria apenas mais um motivo para deixar as horas passarem inúteis, sem nem ao menos ter os contos preferidos como calmantes.
Sorri.
Coração acelera pela saudade transformada em conforto-
ou acelera pelo cheiro do pó preto?
Prepara calmamente um chá. Esquenta a água. Espera o chá esfriar.
Bebe com uma espécie de contentamento.
A campainha toca. Interrompe a solidão tão desejada naquela abafada noite.
Mas não por muito tempo.
A visita logo vai embora.
Lembra a longa conversa da noite passada.
Sorri mais uma vez.
Lembra a curta conversa de horas antes.
Novamente, sorri.
Coração acelera.
Respira...e respira fundo até sentir os músculos do pescoço esticarem.
Olha para o lado.
Assiste aos livros empilhados, às dezenas de folhas de caderno com anotações só por ela entendidas.
Pensa na longa madrugada que estava por chegar. . .
Tão longa e tão... “tão tanto” que até congelaria os próximos dias
em intermináveis madrugadas iguais a que estava por chegar . . .

terça-feira, setembro 25, 2007

Prova a favor de indecisões, incertezas e rompimentos- até que outra fotografia prove o contrário . . .

. . .

'Tantas dúvidas...ou mais uma vez complicadas indecisões. Não compreendia a diferença entre decidir alguma coisa ou deixar as agonias desencadearem involuntários tremores em
suas mãos, braços e pernas.
As mesmas mãos, que agora estavam com pequenas manchas rosadas de tanto frio, tremiam e queimavam entre as varias doses de café da noite anterior.

Decidir alguma coisa...decidir o quê?
Nem mesmo a longa conversa da noite passada fez algum sentido.
E sentido é o que não via nas coisas que pensava precisar decidir. Ou via...e havia muito sentido nessas dúvidas e indecisões.
E tanto havia que já não mais parava de pensar.
Parou. Ouviu o vento cantarolar frio. Lembrou das últimas noites chuvosas. Pensou...não nas decisões que pensava precisar decidir. Pensou na idiotice que era lembrar as últimas noites,
ainda que chuvosas. Ainda que aproveitas na medida.


Medida...equilíbrio- Isso!
Era ponderação o que faltava.
Ou sobrava. Nem mesmo isso saberia dizer.
Não durante aquela última crise de tremor.
Não conseguia alcançar o livro. Nem queria ler.
Mas não queria pensar...pelo menos não nas coisas que acreditava precisar decidir. Um telefonema talvez ajudasse.
Ou complicasse ainda mais as dúvidas e incertezas.

Lembrou da fotografia. Tal lembrança não era tão idiota como quando se lembrou das últimas noites chuvosas.
E, ao lembrar da fotografia, lembrou também que ao vê-la, escura e desconhecida, não fossem o único conhecido no centro da imagem fria, teve a sua última crise.
Crise de tremor. O motivo do tremor...A fotografia.
Não a fria-imagem-em-si.
Havia sido a descoberta de que o centro
da sua atenção não fora o mesmo da atenção dele naquela não tão distante noite.


Noite que não era chuvosa. Noite que fora apenas uma confirmação do que acreditava que pudesse acontecer- mas não acontecera,
não sabia se aconteceria e descobrira, ao ver a fotografia,
não querer arriscar. O centro da atenção dele estava distorcido, conseguiu perceber. A fotografia fora a confirmação, única segurança de uma certeza, embora todos dissessem que a suspeita, agora com o recorte ratificando o que não queria ter certeza,
fosse apenas delírio de um período de tantas incertezas.

Parou.
Pela última vez parou.
Conseguiu controlar os involuntários tremores.
Então, decidiu decidir o que todos acreditavam
não ser a decisão certa.
De uma vez, decidiu três coisas que nem sabia tratarem mesmo de decisões. Não acreditar no que os outros acreditavam.
Acabar com a dúvida que se transformara em certeza ao compreender que o centro da atenção dele não era igual ao seu naquela noite- ou pelo menos estava distorcido.

E, por último, decidiu decidir a segunda decisão antes da próxima sexta-feira, já que aquele dia de frio e tremor era segunda-feira, mas o fato de ser segunda-feira não interferia em nada, serviria apenas de justificativa para ter decidido um dia para decidir. Organizou pensamentos. Decidiu tudo. Relembrou a fotografia. Confusão. Decidir...decidir o quê? Pra quê?
Impedir que o seu centro de atenção também fosse percebido por uma câmera qualquer...e antes da próxima sexta-feira.'


. . .

terça-feira, agosto 21, 2007

"Nós dois contra a máquina! ! !"

. . . Quase 4 da manhã e mais de 200 para ler até às 18h30min desta terça-feira.
Várias doses de café e um cinzeiro repleto de pontas (uma ainda está se apagando).

Conversas via MSN . . .

Vanessa, tu não vai pra casa no feriado?

A primeira coisa que me passou pela cabeça não foi “querer ir”, e sim a pergunta: “pra casa?”. Aliás, eu já estou em casa. “Lá” eu seria apenas visita.

Mas instantes antes de tal conversa via MSN, sobre isso mesmo eu pensava. Não, na verdade não era sobre exatamente isso. Era sobre sentir-se sempre como uma criança diante dos olhos dos pais. Não entendam “criança” como sempre imatura. Criança pelo sentimento de precisar decidir coisas que não causam tanto orgulho e tem-se medo de confessar, como quando “criança de verdade”, quebra-se alguma coisa dentro de casa jogando bola e tenta-se esconder esperando que a reação dos pais seria a mais terrível.


Bom...cansada de folhear revistas e ouvir músicas, acesso um blog que muito me faz bem ler. E eis que me deparo com o seguinte texto: SER PAI.







Sim! Até hoje meu pai guarda na carteira
uma foto 3X4 minha.
(Nessa com 6 anos.
Foto para a matrícula da 1ª Série).


Ah! Disso eu bem me lembro: dos campeonatos de futebol.
Ei, Mana. Vamos jogar nós dois contra a máquina?”. E lá ficávamos jogando até tarde, ou até mesmo quando muito frio eu levantava cedo para ir à a aula de Educação Física, ele me dizia: “Fica aí e a gente joga um futebol. Nós dois contra a máquina”.

É...mas o que me fez escrever essas palavras foi a sensação de que sempre serei uma criança em estado de maturação.
Por mais que se quebre alguma coisa dentro de casa jogando bola:










*Ser Pai- Título do texto de Fabrício Carpinejar.

. . .

quarta-feira, agosto 15, 2007

Dúvidas e quase respostas . . .

. . .
Para lembrar um breve diálogo de um não tão distante feriado em Poa:


-Nessinha, eu não ouvi mais aquela banda que a gente escutou esses dias! ! !
-Qual? !
- Aquela! (...)
-Beatles?
-Não!
-Stones?
-Não!!!Aquela...a...a...
- Pink Floyd?
- É...essa aí. O meu pai só coloca pra tocar Ramones.

* E no dia aí lembrado . . . ele tocava bateria e eu cantava.

. . .

segunda-feira, agosto 06, 2007

E sabe por quê?

. . .
Garimpando alguns textinhos, aí está: logo a seguir uma relação que poderia ser resolvida com uma ligação telefônica(como tantos outros textos que faço do telefone o mais eficiente meio de reconciliação, declaração ou desunião).


E SABE POR QUÊ?*

*Essa não é uma tímida declaração
para um amor impossível.


- E o que eu faço, hen? Como eu faço?


Ela suspira. Vai até a cozinha de armários brancos e piso frio e toma um copo d’água. Sente um calor misturando-se com arrepios em todo o corpo. Suspira mais uma vez, ainda mais fundo. Apaga a luz da cozinha e corre para o telefone como quem está preste a chamar uma ambulância. Com a trêmula mão de dedos finos e unhas vermelhas, ela aperta o botão “redial”. Tudo já estava cuidadosamente ensaiado há alguns dias. Mas o máximo que conseguira ir era até o primeiro “tuuu” da ligação. E ele nunca chegara a atender na primeira chamada. Hoje era a noite. Ela não agüentaria mais uma noite cheia de drogas para conseguir dormir e outro extenso dia de trabalho e de extensas olheiras. No segundo toque do telefone,um sonolento“alô”, ainda que sensual:

Oi. Há dias escuto e escuto e escuto aquela canção que tu me mostrou. E sabe por quê?
Agora eu quero! Quero aproveitar contigo o que antes não aproveitei. E sabe por quê?
I-d-i-o-t-a. Isso mesmo! Sou uma idiota. E tu tinhas razão quando dizias que o que era pra ser, se era pra ser, era desde o início. E que tal o início ser agora, hem? E sabe por quê?
Eu não agüento te ver e não poder ficar contigo. Eu quero te abraçar, te beijar ou só ficar de mãos contigo como quando nos bares ficávamos ouvindo as conversas dos outros.
Sabe o que eu estou fazendo agora? Colocando aquela canção de novo. E ela vai tocar de novo, de novo e de novo. Não vai parar enquanto eu não te falar tudo o que está preso na minha garganta. Tão preso que chega a doer o peito.
Deve estás achando que eu sou louca por te falar tudo isso agora, né? Mas há semanas quero te falar isso tudo.
E sabe por quê?

Mesmo que se passasse pela tua cabeça falar essas coisas para mim, isso tudo o que eu estou falando agora, tu não falarias. Tu sempre me mostraste tudo. E eu, idiota, nada percebia e muito menos entendia. E vestindo-me de tuas teorias, até pensei: se ele quisesse, viria falar comigo. Se era mesmo o que talvez fosse pra ser, ele viria.
Mas só entendi que estava na minha vez agora. E não sei se ainda há tempo de um novo início. Não, um recomeço não. Não que tenhamos que esquecer o que passou. Não é isso. Foi tudo tão bom, né? Seria isso: um novo início. Há tempo, né? Clichê esse papo todo, né?
E sabe por quê?
Sabe por quê? Eu não sei. Só sei que quero ficar contigo. E não suspire um ar debochado. Sei que também é o que tu queres. Vou desligar e irei até aí.
E sabe por quê?
Ainda sei onde tu moras.


Desliga o telefone. A única palavra que ele dissera foi um sonolento “alô”. Mas para ela não importa. Coloca a saia que comprara no dia anterior. Desce correndo as escadas de estreitos degraus. Pega um táxi e corre para a Rua da República. No caminho não muito longo pensa: o que tinha que ser dito, já foi. Agora só me resta esperar. Aperta o 305.

- Quem é?
- Desce rápido.
- Ah!Foi a senhora que ligou agora há pouco!
-Quê?!
-Desculpe, mas o seu...como posso dizer...namorado..não mora mais aqui. Mas se senhora quiser eu estou. Sabe como é, né?

Mas hoje era a noite.

Ela não agüentaria mais uma noite cheia de drogas para conseguir dormir.


Dormiria para sempre.
. . .

terça-feira, julho 17, 2007

De uma tragédia...originou-se este post

. . .

D823
Outros Serviços
Segunda-feira -16/07/07-16:19:23

Agência Central dos Correios de SM

Espero, com um envelope A4 encharcado de cola na borda, a compra de um selo
(logo mais descobriria que seria necessária a compra de três).

Lembro das tantas vezes que esperava na agência central de outra cidade.
Porém, aguardava sempre do lado de fora, observando as cotidianas e bizarras cenas de Poa.
Eu ficava minutos, e por vezes até horas, esperando alguém que sempre vinha sem selo algum.
Fico relembrando essas tantas vezes e, quando olho para o relógio, já se passaram quase dez minutos. Um atendente gordo e com crachá passa perto da fila anunciando que “para quem só precisa de selos, é só passar no balcão de informações ali”.
AHAM!
Menos de dois segundos na fila. Três selos. Um real e vinte centavos. Setor de “outras localidades”. E a vontade que senti foi de adentrar junto àquele envelope e ir para “outras localidades”. Mas era apenas um envelope A4.


L.H.4
Lista de Músicas
Terça-feira-17/07/07-22:48:00*


Minha casa em SM

A vontade que ‘precisei’ sentir na noite de hoje não aconteceu na noite de ontem.
Arrumar a casa antes que por aqui não me encontre.

Fiz uma lista com minhas preferidas canções de uma banda. Deixei repetir mil vezes e arrumei- parcialmente- a casa.
Ontem isso seria impossível.
Não foi preguiça, nem sono.
Foram os pensamentos que não paravam (param) de ocupar tempo demais. Dessas coisas que fico pensando em decidir ou não. Na verdade nem sei se devo decidir alguma coisa. Afinal, algumas coisas acontecem-aconteceram(?)-e pronto. Não se precisa decidir nada. Mas eu, na indecisão de nem saber se algo decido, acho que acabo por decidir que nada decido-o que se torna uma decisão.
Esta noite, tais pensamentos não ocupam tanto tempo. No entanto, preocupam-me.

E o que me fez escrever estas linhas foi a seguinte tragédia:
o ‘derrame’ da acetona na minha estante.

*Bem certinho...o relógio recém mudou os minutos!
. . .

quarta-feira, julho 11, 2007

Motivo não tem . . .

Poderia estar em casa, lavando roupa, lavando louça.
Mas aqui estou.
Em frente ao computador, vejo fotos e leio e-mails de pessoas que sinto. . .
Sinto o quê?
Ah! Distância de mer**.
A vida segue em SM.

*Não tem motivo para este post.
Nem sei se há razão para a este blog . . .

domingo, julho 08, 2007

Poxa!

A noite era chuvosa, profundo frio na minha alma. Mas, porém, o som era alto e a ceva era gelada.

Altas horas da matina eu me deparei com um trem passando na minhas costas, com vários vagões e então pensei comigo mesma: tinha que ser. O último vagão carregava hipopotamos.

Um grande estado de torpor abalou minha alma naquela noite tão fria e vazia. Lembrei-me das compras que havia feito no dia anterior no mercado. empanados, bifes, suco de laranja, vinho, leite, café... mas isso é assunto para outra postagem.

Senti uma forte angústia. Algo me dizia na minha alma que deveria ir ao banheiro. Adormeci na porta, quando meu único desejo era tomar um copo de leite.

Corri para casa. No conforto do meu lar vibrava muito ao som de Piranha Suburbana.

Não gosta de ir para o mato
Fica o dia enchendo o saco
Vive sempre em seu apê
Vendo filmes na TV
Piranha Suburbana (repeat 2x)

Dormi depois de uma noite regada a leite e muito rock n roll.
Senti um calor na minha alma. Precisava refrescar-me. Fui para um lugar com piso frio que muito me lembrava cozinha de restaurante. Liguei a tv e resmunguei. Deixer a tv nos chuviscos. Poxa! Consegui dormir.

*03:55 desta segunda-feira.
(e eu apenas digitei tais idéias)
Autor quase desconhecido.
Trilha: Syd Barrett

terça-feira, junho 26, 2007

Crise.

Tá chovendo. O barulho me dá uma vontade de ficar em casa. Tenho que sair mais cedo, afazeres pela rua. E eu não quero. E eu nem sei o que quero. Também acho que não tenho certeza do que não quero. Mas acho que não queria estar aqui. É um cheiro de cigarro que não queria sentir, um frio que queria sentir na companhia de alguém que eu não posso estar. E é saudade, e é ansiedade por algo que não sei. Não sei! Acho que não queria estar aqui. Tenho vontade de ficar sem fazer nada, não que eu esteja com vontade de nada fazer.

Queria sentar num banco, ficar olhando para o nada, observando os outros, só para ver se isso passa. Isso que eu não sei o que é. Isso que quem bem me conhece suspeitou que eu tivesse hoje com isso. “te cuida então”. Ah! Me cuidar?! Eu quero que alguém cuide de mim. Ô merda! “Carência?” Ah, por favor! É que chega uma hora que não dá mais, não suporto. Acho que sei do que (de quem) preciso. Mas não posso ter.


E eu queria ir direto pra casa. Mas tenho que ir na faculdade. Ai, que meeerda! E depois eu queria ir para a casa, ler o que eu quero, e não aquilo que sou obrigada. Quero outra noite como a anterior: na companhia de contos, The Hollies e nada mais. Nada mais!Já que o que eu acho que queria ter...não posso. E que merda esse desabafo! E que meeeerda!!!!!!!!!!!

E na verdade...nem sei se quero que “isso” passe. “Isso”...acho que algumas pessoas já sabem denominar: crise!

segunda-feira, junho 25, 2007

Um telefonema que me fez sentir saudade

- ã . . . alô?!
- Faaala Polar ! ! !

Saudadeeee de m****!

* Um telefonema que me fez sentir saudade!
Só pra variar!!!

segunda-feira, junho 18, 2007

Da série "isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário" . . .

E(?!)
E que chegue o tão esperando fim do mês.
E com ele o salário! Sim ! ! !
E na série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”, já me perdi em tanta coisa.
É conta para pagar, é aquele vinil que há horas quero ter, é um livro barato num sebo qualquer...tanta coisa!

Numa fria tarde de domingo, fazendo cálculos numa parada de ônibus em dia de passe livre, penso que, agora o dinheiro que eu “dependerei dependerá” de mim (com a permissão da infame redundância), devo economizar e não sustentar mais alguns vícios. Pelo menos não como acontece há alguns meses.
Já a pessoa ao meu lado pensa: “Domingo, passe livre, frio...desisto de ser jornalista”.

Tão logo após uma rápida conversa sobre uma futura e próxima formatura, o seguinte comentário: “Eu fico pensando...será que daqui um ano, nesse exato momento...será que eu vou ‘tá melhor?’ Eu espero.”

A esperançosa explanação aí a mim não pertence, mas é o que todos pensam- não é mesmo?!- E parece que pensam ainda mais no semestre que antecede a chegada do tal diploma. Porém, eu não.

Antes pensava que se eu não fizesse tal coisa depois seria mais complicado fazer, mas se fizesse a tal outra coisa dificultaria outra...Aimeudeus! Agora não! Não estou mais tão apreensiva.
Mas até me perguntei, confesso: “É mesmo! O que será neste exato momento da minha pessoa, daqui a trezentos e sessenta e cincos dias?”

Não sei, ninguém sabe! Hum...Se estiver ainda contando contos a ponto de ter que diminuir meus vícios...tudo bem. As várias trilhas que já pensei desde o início da faculdade são no mínimo prazerosas e satisfatórias.
Só sei que uma delas eu já posso adiantar.

Da série “isso é uma das coisas que vou fazer com meu primeiro salário”...POA ! ! !

* Numa segunda-feira gelada, na volta para casa, eu só penso em duas coisas: “Uma dose de café bem doce.” E sobre antecipar uma das minhas vontades, o meu segundo e triste pensamento: “É...Poa vai para a série isso é uma das coisas que vou fazer com meu segundo salário”.

Ou não...tomara que não ! ! !

domingo, junho 10, 2007

Minidicionário da Língua Portuguesa . . .

"Saudade, s.f. Recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou
possuí-las;
pesar pela ausência de pessoa(s) querida(s);
nostalgia;
-s: cumprimentos;
lembranças afetuosas a pessoas ausentes."



“E a vida segue na regra de 3?”
* Dizem que é melhor não pensar sobre.
E sobre a tal regra aí...sem comentários!

segunda-feira, maio 28, 2007

Vontades . . .

De novo. Horas sem nada por aqui.
Muitas coisas novas por aí!
Até me "assegurar" das boas notícias, segue textinho:

...VONTADES...
E SEM QUALQUER VANTAGEM



'. . . Sinto um peso nas pálpebras como nunca antes.
São oito e meia da manhã e estou tonta. Sono, fome, abstinência, outra razões não seriam. Estou em frente ao computador me entretendo com um jogo idiota. É preciso juntar três peças iguais, é quase como um tetris(acho que é esse o nome). Mas não consigo mexer o mouse nem fixar os olhos muito tempo no colorido do monitor. A tontura aumenta, e dessa vez vem acompanhada de enjôo. Da janela, aberta desde o amanhecer, vem um cheiro de comida. Não consigo saber o quê.

Talvez tenha fome. Não consigo comer, não dá vontade. Tentei comer pipoca durante a longa madrugada, mas nem os milhos estourados saciaram a minha forçada vontade de comer. Ontem, as únicas coisas que couberam no meu estômago foram 150ml de chá de maçã e várias doses de café, bem fortes e doces. Droga! Preciso esperar o banco abrir para sacar o dinheiro e poder comprar cigarros. Mais de 24 horas sem fumar e, quase que conseqüentemente, sem comer.

Coloco algumas músicas e olho para o lado esquerdo: uma cama que está há mais de 24 horas sem ser "estendida". Mas não posso dormir, daqui a pouco o banco abre. E estou há bem mais de 24 horas sem dormir. As músicas saem das caixas estouradas do computador. Mas eu estou com fones. Arrumei o som e posso escutar as canções com mais satisfação. Essas canções...fiz uma lista aqui que só me fazem lembrar. Lembrar...foi isso que fiz a maior parte do tempo dessa madruga.

Não só lembranças eu vi. Vi também dois filmes, e um deles fez-me então lembrar. Não o tinha visto antes. Porém, era bem o tipo de filme que o meu irmão mais novo costumava alugar na locadora, a qual ficava a duas ou três quadras de casa. Da nossa casa. Agora não é mais nossa, não é minha, nem dele. Pertence a um desconhecido qualquer.
E eu sinto falta de muitas coisas. Mesmo dessas vezes em que, obrigada, tinha que assistir a filmes bestas com o meu irmão. Mas valia a pena pela companhia. E a saudade aumenta e aumenta!

E os telefonemas quase diários só fazem crescer a vontade de estar perto de quem longe está por vários quilômetros. Cada vez que desligo o telefone, me dá uma vontade de pegar carona e ir. Ir?! Não posso. Tenho que ficar. Responsabilidades por aqui e não parecem fáceis, já que algumas delas não estão sendo levadas a sério. E não é devido à má vontade minha, não é mesmo. Acho que semana que vem darei um jeito de ir. Ir, estar perto de pessoas que me fazem tanta falta.

Até já sei o que fazer. Chegarei em Porto Alegre perto do meio-dia, espero meu irmão, almoço com ele, só para relembrar alguns meses atrás, quando os tais encontros nesse horário eram diários. À tarde vou a lugares dos quais também saudades ficaram. Encontro também algum amigo ou amiga antes das cinco da tarde, porque a tal hora meu irmão estará me esperando na Rua da Praia, ali pela CCMQ, e então juntos aguardaremos a carona do nosso pai, que terá viajado mais de uma hora para nos buscar. Vamos até uma cidade ali perto e ... Droga! Tô com vontade de chorar, a tontura não pára e a lista de músicas já repetiu umas cinco vezes.
Vou tomar banho.
Daqui a pouco preciso comprar cigarros . . .'

terça-feira, maio 01, 2007

Cúmplices . . .

*Para ler ao som de “Wish you were here”

(ou qualquer faixa do disco “O Inimitável”)

. . .
Na verdade...na verdade...sempre o adorei. Mesmo sabendo que ele sentia a coisa mais pura por mim, sem nunca isso admitir. Não chegava a ser orgulho. Qualquer outro sentimento que não este. Agora, após anos de convívio e, sendo os últimos repletos de desentendimentos e angústia, percebo que ele sempre me entendeu. Não aceitava o meu jeito. E ainda não aceita.
Nem sei se ao menos compreende. Acho que entende.

“Não sei porque, Nessa. Mas eu sempre gostei de dormir com os pés assim, pra fora da cama. Cama com guarda pra mim...bah!Tenho pavor.”

Essas revelações compreendo como a mais pura ânsia de intimidade numa relação que nunca vai acabar. Não sei se foi o tempo. Ficamos longe um tempo. Meses, mas que valeram por anos. Talvez ele saiba: estou pronta para viver sozinha.
E daqui a pouco serão mais e mais quilômetros, mais e mais horas de distância.

Disse ainda ontem que sempre soube que essa história de maturidade ele nunca acreditou ter idade. Não sei exatamente o que quis dizer. Se me acha madura, -que palavra horrível, talvez prudente seja menos pior. Isso: se me acha prudente, eu realmente não sei. Ainda soou estranho. “Madura ou prudente?” Ah, indecisão. Indecisa eu? Sim, mas ele sempre está pronto para me ouvir e se irritar com tantas dúvidas.

Mas ele compreendeu até o meu pior porre. E me pediu calma, controle. Não responsabilidade, porque até mesmo quando brigávamos e ele me chamava de irresponsável, sabia eu que era da boca pra fora. Até quando me vê acender um cigarro atrás do outro ele me pede calma, controle. Ele sabe, e só me pede calma, controle.
Não consigo olhar para ele senão com ternura. Afeto sempre tive, mesmo em épocas em que não nos entendíamos por completo, ou fingíamos isso não querer.

Ele me entende sim. E, depois de escrever essas poucas linhas, creio que também me compreende. Sempre me diz “Não é fácil”. E não sei por qual motivo, isso sempre me acalma e me desperta esperança, até em causas que acredito estarem perdidas. Mesmo quando a casa está cheia, ou as ruas repletas de vozes entrelaçadas em diálogos superficiais, ele me confessa. Me confessa seus problemas, anseios e preocupações. Porque ele sabe: não importa os quilômetros e horas de distância. Eu estarei esperando ele -ou indo até ele.


Inúmeras as vezes que me permitiu ficar horas ouvindo músicas e discutindo Beatles, Pink Floyd, Jovem Guarda...E me permitiu presenciar lágrimas tantas outras vezes...ao som de belas canções.
Porque somos assim: cúmplices
e destinados a viver um para o outro . . .

domingo, abril 22, 2007

Sinceramente . . .

Bons e inesquecíveis momentos, os quais não me fazem querer grandes aventuras, mas que se tornam peripécias pela simplicidade.

Desabafos, verdadeiras confissões necessárias.
(Ai, mãe! Mas ele...
Pai! Lembra do fulano...
)
Com o “retorno”, segredos repassados por ligações telefônicas.

A saudade sentida
logo que o carro quebra a esquina.
Olho para trás e o aceno se desfaz.

Surpresas são surpresas, mas de alguma maneira

são transformadas em algo esperado.
O inesperado mais-que-esperado.

A vontade de ir e a vontade de ficar.

Músicas para ouvir e relembrar,

provocar a lembrança.
Mesmo que a lembrança exista sempre,

sem canções ou versos.

E numa noite de domingo,

ouço mil vezes a mesma canção.

Textos e cigarros apagados.

E na mesma noite de domingo,

leio contos (outros...conto eu).

Frases soltas e com sentido (s) . . . (?)

As pequenas e ‘essenciais’ coisas fazem da vida

uma boa vida.


* Aproveito o show da última quinta-feira:
Sinceramente . . .”

Ficou tudo cinza. Dizem que até eu . . .